"Há certas frases que se iluminam pelo opaco."

(Manoel de Barros)

domingo, 26 de junho de 2011

Porcelana

      Sempre paciente, sempre inteligente, sempre sorridente. Ela só acordava em manhãs de sol, e dava bom dia aos passarinhos. Sua pele era cadavericamente branca, seu cabelo longo e artificialmente loiro. Uma franja reta cobria sua testa e realçava o fino nariz e o batom vermelho nos lábios.